terça-feira, 23 de agosto de 2011

não sei

porque caminhos andei, não sei onde me perdi. Estou aqui no meio de nenhures perdida de mim, perdida da vida, sem rumo sem direcção.
Não sei o que fazer agora, não sei por qual caminho devo seguir, perdi-me, não me consigo encontrar.
Luzes cintilam ao fundo, mas com os olhos turvos afogados em água, não me deixem ver o rumo a tomar, perder alguém em vida doi tanto como perder alguém em morte.
Em morte sabemos que não a veremos nem teremos mais, em vida sabemos que está sempre ali, sem poder ver nem tocar.
Não sei que faça agora, perdida de ti, sem te encontrar nos rumos que tome.
Eu sei que fui eu que errei, que fui eu que me prometi, que me fiz promessas , que me iludi.
Estou feita em pedacinhos de nadas, nem me consigo tecer, e nem sei se me quero encontrar, nem sei se me quero mais aqui.
Perdi-te em vida, antes me tivesses perdido em morte.Sendo que morta já estou da vida.
que faço eu agora? Para onde me dirijo? Não me consigo mexer e o único gesto que faço é limpar os olhos desta água salgada.
Tudo devia ter um sentido, as coisas não acontecem por acaso ou acontecem?
Soluço em dor, não me queria aqui, não me quero aqui neste lugar....
chorei-te Ontem num passado remoto, choro-te hoje, num presente sem sentido, mas não te quero chorar mais, tou farta de tudo, e nem quero saber se vou aguentar ou não!

Sem comentários: