Inicia-se o jogo, a nossa bola é a palavra AMOR, que se chuta de um lado para o outro, evitando que nos caia na mão.
Dribla-se a palavras da esquerda para a direita numa correria incessante, na tentativa de marcar golo em remates de trivela.
Tenta-se a finta na tentativa de engano, e foge-se com a palavra para o meio-campo.
Com os olhos fixos na baliza,para-se olha-se em frente e remata-se mas a palavra bate na trave.
Pontapeia-se a palavra para longe num alivio sem nexo,saindo das quatro linhas.
A palavra é jogada em toques bonitos de encher o olho, mas as faltas sucedem-se uma atrás outra, são duras as faltas, dignas de cartão vermelho
As palavras são tendenciosas, "apitam" todas para o mesmo lado, sofrem-se faltas injustas e penalties inventados.
O tempo corre para o fim, olha-se para o cronómetro e já não há muito tempo para dar a volta ao resultado.
Perde-se o jogo mas dá-se luta até ao fim, firmes mesmo com lesões, continua-se, e rouba-se a palavra de novo e de repente....
Venho de trás correndo até á baliza páro, olho chuto e marco, mas ao fundo um apito que soa uma bandeirola que se levanta e aí percebo, que estou "fora de jogo".
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