quarta-feira, 14 de setembro de 2011

secas

As lágrimas sequei-as ao vento
no vento seco de verão e aquelas que caíram ao chão
não regaram flores nem canteiros
eram lágrimas salgadas, de um mar abandonado, de um mar há muito parado.

E se depois penso que jamais serás meu
rolam-me lágrimas no meu rosto apagado
caem no chão e secam ao vento e não o deixam molhado

lágrimas tristes que caem agora
de olhos fechados e alagados
de água salgada de um mar já morto
de um Amor muito vivo, mas sem nenhum posto

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