quarta-feira, 14 de setembro de 2011

vento polar

Que fazes tu vento polar
que sopras forte num turbilhão
que me gelas a alma fria
e me congelas o coração

Já não me consigo mexer
fiquei num bloco de gelo
e nem este sol de verão
me derrete o coração....

Fria é como me sinto
e frio é o meu olhar
como frio é o vento polar
que sopra agora sem parar.

Sinto-me uma estátua de gelo
transparente e macia
não tenho nada cá dentro
sou uma alma morta e vazia.

Sou um coração de gelo
dura e fria sem paixão
outrora fez para agradar
mas afinal foi tudo em vão.

Mas neste glaciar branco e frio
uma flor há-de brotar
e neste coração vazio
o Amor vai despertar

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