O silêncio impera na casa, só se ouvem os pingos da chuva que caem lá fora.
O barulho que ouço são os da minha cabeça que rodopia num turbilhão de emoções, guerream entre si, entre a raiva e o amor, entre a ânsia de te ver, de te falar de olhar nos teus olhos sem poder. Entre memórias que vão e vem que me rasgam a alma, que me cansam, que não me deixam dormir.
Sinto a tua falta, tenho saudades de ti e sinto que me vão faltando forças para continuar a lutar de desistir de ti.
Esqueci-me ao longo dos anos, de me esquecer de ti, esqueci-me de me esquecer de tudo o que fomos esqueci-me de me esquecer do passado que o quero presente, mas sem pensar no futuro.
Preciso de ti agora, preciso, como as flores precisam do sol para florescerem,preciso de ti neste inverno que tarda a chegar, preciso das conversas dos risos, preciso de ti!
O silêncio impera agora em casa, mas os gritos da minha alma ensurdecem-me o ser, estou cansada de não te ter.
Vives perto do meu coração mas longe da minha pele e não quero, quero-te aqui agora.......lá fora a chuva cai, sem pressas, como se o tempo tivesse parado, mas cá dentro tudo corre como se não houvesse amanhã!
As saudades rebentam-me os olhos, inundam-me de desespero, rasgam-me a pele, malditas estas saudades que abomino.
Estou cansada da espera, não me apetece mais esperar, mas o meu coração não me deixa abandonar-te a um canto.
Estou cansada e já chega!
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