A saudade mais dolorosa é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos, dos abraços dos sorrisos e dos risos, do mau humor e das chatices. Saudade da presença, e até da ausência mesmo que consentida, a ausencia do dia a dia.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou se torna menor, ou quando alguém ou algo não deixa que esse amor siga, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como parar. Saudade é basicamente não saber.
Não saber se ele continua a sorrir com aqueles olhinhos apertados; se ela continua a amar; se ela continua a chorar até nas comédias, se ele continua a fumar. Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos; não saber como encontrar tarefas que nos cesse o pensamento; não saber como fazer parar as lágrimas que caem ao ouvir uma música; não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer. É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bonita. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer, doer muito!
Saudade é isto que sento enquanto estive a escrever e o que voces, provavelmente, irão sentir agora, depois de acabarem de ler...

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