A chuva bate na janela, escorre no vidro e deixa a tristeza ficar.
Vejo, por entre as cortinas, um carro passar.
Vem um, depois, outro
e em nenhum te reconheço....
Teu cheiro na minha boca
e a tua marca no meu coração
mostram o tempo em que a tua mão me tocou
e me deixou aqui
sozinha
Não suporto a solidão.
Não quero um amor pela metade.
Estou cansada de juntar os cacos do meu coração,
de procurar o pedaço de mim
que ficou em ti.
Leva-me daqui,
faz-me de novo feliz
com um surpreendente recomeço.
A porta está aberta,
estou aqui perdida na espera.
Ainda te espero na janela na esperança de nos ver chegar...
Nós, sim, porque enquanto viver serei sempre nós
e nunca mais eu.
(C Oliveira)

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