Chegaste, abriste-me uma janela no coração, assaltaste os meus pensamentos, ocupaste o vazio que havia em mim.
Sentaste-te no banco,recostaste-te e ali ficaste, com o teu sorriso com o teu olhar, mostrando-me o sincronismo do tempo.
Irradiaste a luz de um final de verão, falaste-me de ti, iluminaste com o teu olhar o espaço escuro e vazio, desta floresta sombria, onde contemplo a minha solidão.
De repente, a floresta escura, cobriu-se de luzes, de calor, renasceu, floresceu, com os raios de luz que nos oferecias.
A luz que irradiavas, ofuscou os meus olhos e de repente acreditei, acreditei ter encontrado a paz, o fim da história, acreditei ser a última mulher, acreditei ter terminado a missão.
Mas, a tua chegada foi tão inesperada, como a tua partida.
Foste a abertura que deixa passar os raios de sol por entre as nuvens de tempestade. Foste a brisa fresca que sopra, numa tarde quente de verão, foste o calor de uma lareira, nas noites frias de inverno.
No tempo de uma vida, a tua presença não passou de um inicio, de um instante, entre o inspirar e o expirar, entre um segundo e o próximo.
O silêncio voltou, as sombras adensaram-se,o banco está vazio, mas os meus olhos ainda não se habituaram a essa escuridão, nesta floresta, fria e silenciosa, onde venho sentar-me, e esperar...

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